O Implante Auditivo de Tronco Cerebral (ABI) representa um avanço significativo na medicina auditiva, especialmente para pacientes que não podem se beneficiar do implante coclear convencional. Este dispositivo inovador foi desenvolvido para restaurar a capacidade auditiva em situações onde as fibras do nervo auditivo foram comprometidas ou destruídas, seja por doença ou procedimentos cirúrgicos.

O procedimento é particularmente relevante para pacientes com neurofibromatose tipo 2 (NF2), uma condição que frequentemente resulta em tumores bilaterais que afetam ambos os ouvidos. Diferentemente do implante coclear tradicional, o ABI atua diretamente no núcleo coclear do tronco cerebral, ultrapassando assim o nervo auditivo danificado e estabelecendo uma nova via para a transmissão dos sinais sonoros ao cérebro.

A cirurgia para instalação do ABI é frequentemente realizada em conjunto com a remoção do neurinoma do acústico, utilizando uma abordagem translabiríntica. Durante o procedimento, os cirurgiões posicionam cuidadosamente os eletrodos em contato direto com o núcleo coclear, realizando testes de resposta elétrica auditiva para avaliar a eficácia do dispositivo.

Os resultados clínicos têm sido promissores, com aproximadamente 85% dos pacientes apresentando sensação auditiva após a implantação. Além dos pacientes com NF2, o ABI também pode beneficiar tanto crianças quanto adultos com perda auditiva neurossensorial que não são candidatos adequados para implantes cocleares convencionais, seja por ausência do nervo coclear, malformações da cóclea, ossificação severa devido à meningite, trauma ou otosclerose avançada.

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