A reabilitação do nervo facial é um aspecto crucial no tratamento de pacientes que passaram por cirurgias de neurinoma do acústico (também conhecido como schwannoma vestibular). Durante a remoção destes tumores benignos, que se desenvolvem no nervo vestibulococlear (VIII par craniano), existe um risco significativo de lesão do nervo facial (VII par craniano) devido à proximidade anatômica dessas estruturas.
O tratamento neurocirúrgico para reabilitação do nervo facial pode envolver diferentes técnicas, dependendo do tipo e extensão da lesão. Em casos onde há secção completa do nervo, a anastomose término-terminal pode ser realizada quando possível. Alternativamente, podem ser utilizados enxertos nervosos, geralmente do nervo sural, para reconectar as extremidades do nervo facial lesionado.
Nos casos de neurinoma do acústico, a preservação do nervo facial durante a cirurgia é uma prioridade. O monitoramento neurofisiológico intraoperatório é fundamental para minimizar o risco de lesão. Quando ocorre paralisia facial pós-operatória, o tratamento pode incluir:
- Técnicas de neurorrrafia direta ou com enxerto
- Transferências nervosas (como nervo hipoglosso-facial)
- Procedimentos de reanimação facial
- Fisioterapia especializada
A recuperação da função facial pode levar vários meses a anos, dependendo do tipo de lesão e da técnica de reparo utilizada. O acompanhamento multidisciplinar, incluindo neurologistas, fisioterapeutas e fonoaudiólogos, é essencial para otimizar os resultados.
É importante ressaltar que o prognóstico está diretamente relacionado ao tempo entre a lesão e o reparo cirúrgico, sendo que intervenções mais precoces tendem a apresentar melhores resultados. Além disso, fatores como idade do paciente, tipo de lesão e técnica cirúrgica empregada também influenciam significativamente no resultado final.