O tumor conhecido como schwannoma vestibular é uma formação não cancerosa que se desenvolve nos nervos responsáveis pela audição e equilíbrio. Este tumor corresponde a 6-10% dos tumores cerebrais e não tem capacidade de se espalhar para outros órgãos.
Por afetar os nervos do ouvido interno, os primeiros sinais geralmente incluem dificuldades auditivas e desequilíbrio. Em casos onde o tumor cresce muito, pode exercer pressão em regiões cerebrais próximas, resultando em dores de cabeça devido à pressão aumentada dentro do crânio, podendo ser perigoso em situações extremas.
Para identificar este tumor, o médico normalmente começa com exames de audição. Se houver alterações na capacidade auditiva, um exame específico chamado BERA pode ser solicitado para avaliar o nervo auditivo. Caso necessário, exames de imagem como tomografia e ressonância magnética são realizados, sendo a ressonância com contraste o método mais eficaz para detectar até pequenos tumores.
Existem duas variantes principais: a forma isolada, que representa 95% dos casos e geralmente aparece aos 50 anos, afetando apenas um lado; e a forma ligada à neurofibromatose tipo 2, uma condição genética que afeta ambos os lados e costuma aparecer antes dos 30 anos.
O tratamento geralmente é cirúrgico, com três opções principais:
– Via translabiríntica: acesso pelo osso atrás da orelha, resultando em perda auditiva definitiva
– Via fossa média: acesso pela parte superior da orelha, com tentativa de preservar a audição
– Via retrossigmoidea: acesso pela parte posterior da orelha, também visando preservar a audição quando possível
A escolha da técnica cirúrgica depende principalmente do tamanho do tumor e da audição remanescente do paciente.